O USO DO NOME DE LULINHA COMO FORMA DE ATINGIR A CANDIDATURA DE LULA
O USO DO NOME DE LULINHA COMO
FORMA DE ATINGIR A CANDIDATURA DE LULA - (HONESTO, INATACÁVEL?)
Release? * Quanto se lucrou com esta ‘coincidência’?
Abaixo está o histórico de
inquéritos policiais (IP) e procedimentos investigativos que miraram
diretamente o empresário Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), cujo nome
é sempre escandalizado nos anos eleitorais:
- 2006
- Inquérito n.º: IP sem indiciamento formal (Submetido a investigações no
âmbito do Relatório de Inteligência Financeira do Coaf e quebras de
sigilo decorrentes da CPMI dos Correios).
- Contexto:
Desdobramentos da CPMI dos Correios / Caso Gamecorp.
- Motivo:
Apuração sobre a origem de um aporte financeiro de R$ 5,2 milhões
realizado pela operadora de telefonia Telemar (Oi) na empresa Gamecorp,
da qual Lulinha era sócio, logo após o seu surgimento. Levantou-se suspeita
de favorecimento político ou tráfico de influência.
- Desfecho:
À época, a oposição tentou indiciá-lo no relatório final da CPMI, mas o
pedido foi rejeitado pela maioria governista. O caso não gerou
denúncia criminal imediata contra ele e permaneceu em apuração
fiscal de bastidores por anos. Foi arquivado por falta de provas.
- Uso Eleitoral: O "Caso Gamecorp" foi exaustivamente utilizado pela
oposição para atacar a ética familiar do governo na campanha
presidencial de 2006, mas não impediu a reeleição de Lula.
- 2010
- Inquérito sem número: Procedimento de Investigação Criminal (PIC)
derivado / Ministério Público Federal.
- Contexto:
Novos desdobramentos fiscais das investigações de 2006, envolvendo
Gamecorp de Lulinha e a Telemar/Oi.
- Motivo:
Levantou-se suspeita de que os pagamentos efetuados pela Oi para a
compra de ações e contratação de serviços da Gamecorp ocultavam repasses
indevidos em troca de decretos presidenciais benéficos ao setor de
telecomunicações editados em 2008.
- Desfecho:
Sem elementos suficientes para gerar indícios de configuração de crime
de corrupção ou propina naquele período, os autos não evoluíram
para uma ação penal e foram arquivados depois de esgotar os prazos
de análise, sem que surgissem novas provas de corroboração.
- Contexto Eleitoral: O assunto foi reaquecido pontualmente no
debate eleitoral de 2010 para desgastar a candidatura de Dilma Rousseff,
associando a continuidade do PT a supostos privilégios familiares.
- 2014
- Inquérito n.º: Inquérito Policial (IP) integrado à Operação Lava Jato
(Originado na 13ª Vara Federal de Curitiba).
- Contexto:
Início da expansão da Lava Jato para alcançar o núcleo familiar de
Lula.
- Motivo:
Cruzamento de dados de empreiteiras investigadas. A força-tarefa passou
a rastrear se benfeitorias feitas no Sítio de Atibaia (SP) pelas construtoras
OAS e Odebrecht tinham relação com os negócios e contratos
firmados pelas empresas de Lulinha.
- Desfecho:
Embora o IP estivesse em fase inicial e a recolha de provas em não
indiciaram a Lulinha, o procedimento serviu de base para as
ostensivas fases posteriores da operação que resultaram na motivação
para a condenação de Lula.
- Contexto Eleitoral: A inclusão das atividades financeiras dos
filhos de Lula no radar da Polícia Federal fomentou o discurso
antipetista durante a campanha de reeleição de Dilma Rousseff.
- 2018
- Inquérito Policial n.º 5046159-59.2016.4.04.7000 (Que culminou posteriormente na Operação
Mapa da Mina, a 69ª fase da Lava Jato).
- Contexto:
Operação Lava Jato / Operação Mapa da Mina.
- Motivo:
Investigação sobre repasses que ultrapassavam R$ 100 milhões do grupo Oi/Telemar
e da Vivo/Telefonica para as empresas do grupo Gamecorp/Gol. A
PF suspeitava de crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e tráfico de
influência.
- Desfecho:
Em dezembro de 2019, o caso gerou mandados de busca e apreensão contra
Lulinha. O caso foi transferido para a Justiça Federal de São Paulo
em 2020 e, em janeiro de 2022, foi oficialmente arquivado pela 10ª
Vara Criminal Federal de SP. O arquivamento ocorreu a pedido do MPF, por
falta de provas, após o STF anular os processos contra Lula, devido à
parcialidade e ilegitimidade do ex-juiz Sergio Moro.
- Contexto Eleitoral: O avanço agressivo das suspeitas contra os
filhos de Lula ao longo de 2018 alimentou a narrativa de
corrupção sistêmica que pavimentou o caminho para a derrota do PT e a
vitória de Jair Bolsonaro nas urnas.
- 2022
- Inquérito n.º 5.2022 (E inquéritos conexos na 5ª Vara Federal de São
Paulo).
- Contexto:
doações eleitorais disfarçadas em conluio com a empresa de Lulinha.
- Motivo:
Apuração sobre supostas doações eleitorais ilegais por doadores
anônimos.
- Desfecho:
O TSE acolheu o parecer do Ministério Público Federal e
determinou o arquivamento definitivo do inquérito por falta de
justa causa e de provas.
- Contexto Eleitoral: Os sucessivos arquivamentos foram amplamente explorados
pela campanha de Lula em 2022 como prova do que classificavam como
"perseguição política de setores da Polícia Federal". O PT
conseguiu neutralizar os ataques da campanha de Bolsonaro sobre o filho do
seu candidato, Lulinha.
- 2026
- Informação de Contexto Atual
Diante da probabilidade de Lulinha ter, mais uma vez em ano de campanha eleitoral, o seu nome envolvido em ‘escândalos midiáticos’ – promovidos pela extrema-direita de dentro e de fora do País – em 2025, preventivamente, o empresário cuidou de providenciar a transferência de seus negócios para o território da Espanha, na Uniao Europeia. O objetivo foi neutralizar a fabricação de suspeitas infundadas, pois a movimentação de recursos financeiros da empresa teria que transitar pelo Sistema Financeiro Internacional, facilitando o controle e a autodefesa. Por isto, sempre esteve pronto para autorizar a quebra de seu sigilo econômico-financeiro.
1.
Inquérito sob a relatoria do Min. André Mendonça (STF): Investiga suposto tráfico de influência e
corrupção no Ministério da Saúde no mercado de cannabis medicinal
(desdobramento "fortuito" do Caso INSS).
2.
Segundo Inquérito autorizado por André Mendonça (STF): Focado em possíveis facilidades em contratos de
tecnologia envolvendo a Dataprev.
3. Terceiro Pedido da PF ao STF: Focado em suposto uso do nome do presidente – por uma ‘amiga de Lulinha’ - para influenciar contratos da empresa 3Structure It LTDA com o governo federal.
A defesa de Lulinha classifica estes novos procedimentos de 2026 como uma "caçada" sem justa causa (pesca probatória – da qual nenhum gestor público escaparia, na voz de Ulisses Guimarães), e o tema já se tornou o principal combustível de embate para as eleições deste ano. A largada da escandalização foi marcada por duas coincidências inéditas: 1) as capas de O Estadão, a Folha de São Paulo e de O Globo publicaram, igualmente, o mesmo texto como Manchete no topo página: Mendonça autoriza PF a investigar Lulinha por tráfico de Influência. 2) Nexus/BTG publicam, no passo seguinte, o resultado de uma pesquisa eleitoral que teria medido os efeitos do novo escândalo: “Lula empata com Flávio e Caiado no 2º turno”.
* release (press release) é um texto propagandístico em formato jornalístico enviado para a imprensa publicar. O objetivo principal dessa prática empresarial é divulgar eventos ou produtos de uma campanha publicitária mediante pagamento para conseguir espaço em jornais e sites – disfarçados de notícia.
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